Deputados mais votados em Viçosa se divergem no impeachment

pageDos 4 deputados mais votados pelos viçosenses, 2 são favoráveis à continuidade do processo de impeachment e dois são contrários.

A reunião da Câmara Federal para decidir sobre a admissibilidade ou não do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, no último domingo (17), ficou marcada pelos discursos acalorados e pela troca de farpas de ambos os lados. Parlamentares se alternaram na tribuna instalada no meio do plenário da Casa para proferir o voto, fazer agradecimentos e provocar adversários. E os deputados mais votados em Viçosa, como se comportaram?

Com 13.194 votos obtidos no pleito de 2014 em Viçosa, o deputado Misael Varella (DEM) votou “sim” pelo impeachment. Em seu discurso, ele lembrou o pai, Lael Varella, citou a Fundação Cristiano Varella, de Muriaé, e disse que seu voto seria “pelo regaste de novas esperanças e pelo resgaste político e social”.

“Por um futuro melhor para nossa gente, precisamos reconstruir o País, arrasado pela quadrilha do PT. Precisamos dar novamente esperança às famílias brasileiras. Pelos exemplos e ensinamentos de meu pai, por meus filhos, por minha família, em memória de Juscelino e Tancredo e honra da bandeira de Minas Gerais, sim ao impedimento da presidente da República”, foi o voto proferido pelo deputado Rodrigo de Castro (PSDB), que obteve 8.093 votos dos viçosenses.

Já o deputado Reginaldo Lopes (PT), que contou com a preferência de 3.376 eleitores no município, votou contra o impeachment e não poupou os colegas das críticas e acusou o deputado Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara, de agir por vingança. “O presidente Eduardo Cunha transforma essa Legislatura num tribunal de exceção. Querem cassar uma presidente honesta, querem cassar uma presidente que não cometeu nenhum crime”, disse.

Votado por 2.706 eleitores da cidade, o deputado Padre João (PT) engrossou o coro dos descontentes e disse que Dilma Rousseff não cometeu crime de responsabilidade fiscal, acusação pela qual está sendo julgada no Congresso. “Pelo respeito ao voto popular, pela presidenta Dilma, que não cometeu nenhum crime de responsabilidade, pelos movimentos sociais, pela agricultura familiar, pela reforma agrária, pelo povo que está nas ruas exigindo respeito à Constituição, pelo povo latino-americano, eu voto ‘não’ e a luta continua, companheiros”, conclamou.

Por https://vicosanews.com (Parceiro PortalClick)

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